Era uma vez…

Nesta semana o blog conversou com André Tassinari, dono da GAROA. No bate papo que você lê abaixo, ele conta como tudo começou, quem é seu ‘muso inspirador’ e outros detalhes sobre a marca. Olha só:

Blog_ Nem todo mundo sabe que você é formado em Engenharia de Produção… Como é que você migrou da POLI para a Oscar Freire?
André_
Foi uma longa trajetória… Depois da POLI passei pelo mundo da consultoria de estratégia, pela Editora Abril e pelos negócios da família, uma indústria metalúrgica. Então em 2007 fui fazer um MBA na London Business School, onde tive a ideia e comecei a desenvolver o projeto da GAROA. Pode parecer que fui para longe da engenharia de produção, mas na verdade estou perto: esta área da engenharia estuda como, de acordo com os recursos disponíveis, obter o melhor resultado para um sistema de produção qualquer – que poder ser uma fábrica ou uma empresa de moda!

Blog_ No universo da moda quem te inspirou? Primeiro, no quesito business e, segundo, na questão estética?
André_ Uma grande inspiração no mundo da moda para mim foi Paul Smith, tanto no quesito business como no estilo. A definição do estilo dele, que é o “classic with a twist”, tem muito a ver com o que eu imaginei para a GAROA, isto é, achar a medida ideal entre o clássico e o contemporâneo. Outros pontos em comum são o fato de ele não seguir tendências e de fazer uma roupa de altíssima qualidade, mas com preços sem ser aburdos.

Blog_ Como você escolheu o nome da loja?
André_
Não foi fácil… Queria algo com a cara de SP. Quem quiser saber os detalhes, tem que ler este post antigo.

Blog_ Caetano Veloso, na letra de Sampa, fala da deselegância discreta das meninas de São Paulo. Como você encara esta alfinetada poética?
André_ Eu adoro ele ter chamado de discreta. Poderia ser uma deselegância indiscreta, ou espalhafatosa… Essa coisa do discreto tem muito a ver com São Paulo, e com a GAROA. Nosso objetivo é uma elegância discreta, para que a personalidade de cada pessoa que usa se destaque mais do que a roupa em si.

Blog_ Daqui uns anos, você gostaria de ver a GAROA na Champs-Élysées?
André_ Na Champs-Élysées acho que não combinaria, mas no Marais eu acho que sim. Acho que o estilo da GAROA seria bem aceito em Paris. O problema é o real muito valorizado, que inviabiliza qualquer pretensão internacional no momento.

Blog_ Se a GAROA fosse um filme, que filme ela seria?
André_ It’s a Wonderful Life – A Felicidade Não se Compra.

Blog_ Qual a frase que melhor define a marca?
André_ Ser autêntico vale a pena.

GAROA: como tudo começou



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